Antes da publicação de “Astérix na Lusitânia” – álbum do qual iremos falar nos próximos tempos -, mais um bem-sucedido capítulo que transporta o legado de Goscinny e Uderzo para o nosso tempo, a Asa fez chegar às livrarias uma edição especial de “Astérix: O Combate dos Chefes” (Asa, 2025), um dos álbuns mais celebrados da série – o 7º volume pela ordem cronológica.

Para além da história que todos conhecemos, que encerra como manda a regra Asterixiana – com o homem da lira impedido de tomar parte no faustoso banquete -, há um caderno de 16 páginas que fará as delícias dos fãs desta dupla de loucos gauleses, que inclui momentos como a história da Pilote – a revista de Astérix e Obélix – e de como foi recebida na altura, uma viagem do argumento ao desenho ou um olhar sobre a adaptação que Alain Chabat fez deste álbum a uma série com o selo Netflix, mostrando personagens, color scripts ou cenários usados na mesma.

O álbum centra-se numa velha regra gaulesa, que nos diz que, quando há um combate entre dois chefes gauleses, o vencedor será o novo líder. Farto de estar sob o jugo dos gauleses, o centurião romano Angélicus, do campo fortificado de Babácomrum, arranja forma de organizar um combate entre Matasétix e Amaisbêigualaix – este último um chefe gaulês já submetido ao domínio romano. O plano passa por raptar Panoramix, o cozinheiro da poção mágica que garante uma força sobre-humana, que por esta altura parece ter-se esquecido da receita.
Um álbum que nos fala sobre os dois tipos de gauleses possíveis, enquanto nos vai servindo provérbios singulares como “Enquanto houver caldeirões, há esperança!”. Que os romanos continuem loucos – e que nunca falte poção mágica a estes irredutíveis.











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