Para quem tem o hábito de espreitar as caixas de comentários do NOS Alive, os Twenty-One Pilots eram, muito provavelmente, a banda mais pedida. Pois bem, pedir não custa e a banda de Tyler Joseph e Josh Dun está mesmo confirmada para a edição de 2026 do NOS Alive, onde irão actuar no dia 9 de Julho.
Entretanto, desde que fizemos o último exercício contabilístico, juntaram-se também ao festival – que decorre no Passeio Marítimo de Algés nos dias 9, 10 e 11 de Julho – Florence Road, Jehnny Beth, Teddy Swims, The War On Drugs e Matt Berninger. Ficam as devidas apresentações de um cartaz que continua on fire.

Vencedores de um Grammy, Tyler Joseph e Josh Dun conquistaram o mundo como uma das forças mais criativas e inovadoras da música contemporânea. Ao longo da sua carreira, os Twenty One Pilots acumularam mais de 33 mil milhões de streams globais, venderam mais de três milhões de bilhetes em todo o mundo e somam dezenas de certificações multi-Platina, além de integrarem o Guinness Book of World Records.
O seu álbum de consagração, “Blurryface”, tornou-se histórico ao ser o primeiro disco com todas as faixas certificadas Ouro ou Platina pela RIAA, feito que o sucessor “Vessel” viria a repetir. A banda é ainda uma das 18 artistas no mundo com múltiplas certificações Diamante, conquistadas com os temas icónicos “Stressed Out” e “Heathens”.
Em 2018 lançaram “Trench”, um álbum conceptual e aclamado pela crítica, que consolidou o universo narrativo iniciado em “Blurryface” e deu origem a êxitos como “Chlorine”, “My Blood” e “Jumpsuit”, este último nomeado para um Grammy. Seguiu-se “Scaled And Icy” (2021), que alcançou o topo das tabelas Billboard Top Rock Albums e Top Alternative Albums, marcando a maior estreia de um álbum rock desse ano.
O ano de 2024 trouxe “Clancy”, o sétimo álbum da banda, editado pela Fueled By Ramen, que quebrou recordes e se tornou o maior lançamento rock do ano, liderado pelo single “Overcompensate”. Ainda nesse ano, o duo lançou “The Line”, tema original para a segunda temporada de “Arcane” (Netflix), que rapidamente conquistou as plataformas de streaming.
Após o sucesso mundial da “Clancy World Tour”, os Twenty One Pilots regressaram em força com o anúncio de “Breach”, o álbum que encerra a história conceptual iniciada há uma década com “Blurryface”. O primeiro single, “The Contract”, registou a maior estreia da carreira da banda e alcançou o 1.º lugar no Alternative Airplay Chart, tornando-se o seu 12.º número um.
Com o lançamento de “Breach”, a 12 de Setembro de 2025, a banda embarca em “The Clancy Tour: Breach 2025”, uma digressão que percorre os maiores estádios e anfiteatros da América do Norte, culminando em duas noites épicas no BMO Stadium, em Los Angeles.

A banda irlandesa Florence Road tem vindo a tornar-se um dos nomes mais entusiasmantes da nova geração da música internacional. Elogiados por publicações como a NME, Rolling Stone, Clash e The Line of Best Fit, o quarteto oriundo de Wicklow conquistou uma base de fãs dedicada que ultrapassa já o milhão de seguidores, tudo isto antes mesmo de lançarem a sua mixtape de estreia.
Com um som distinto que cruza o suave e o intenso, o terno e o explosivo, os Florence Road escrevem e interpretam música que é simultaneamente enigmática e cativante. Liderados pela carismática Lily Aron, acompanhada pelas suas melhores amigas Emma Brandon (guitarra), Ailbhe Barry (baixo) e Hannah Kelly (bateria), o grupo demonstra uma ligação autêntica e palpável, que se traduz em actuações cruas, genuínas e impossíveis de ignorar.
Depois de uma sucessão de singles e clipes virais que rapidamente despertaram a atenção do público e da crítica, os Florence Road já deixaram claro o seu profundo talento lírico e musical. As suas canções exploram as várias facetas da juventude — as ansiedades, a intensidade, o humor e o desgosto —, com arranjos que oscilam entre o indie rock, o grunge e o alt-pop, sempre com uma base emocional forte e destemida.
No dia 20 de Junho do próximo ano, o grupo lança “Fall Back”, a tão aguardada mixtape de estreia, um trabalho ousado e emocionalmente carregado que retrata o caos e a clareza de crescer e encontrar o próprio caminho, tudo sob uma perspectiva orgulhosamente irlandesa.

Conhecida pela sua intensidade e presença magnética em palco, Jenny Beth destacou-se inicialmente como a poderosa vocalista dos Savages, banda de post-punk nomeada para o Mercury Prize e aclamada pela crítica pelas suas actuações intensas e letras incisivas. O seu álbum de estreia a solo, “To Love Is To Live” (2020), expandiu essa visão artística — um trabalho arrojado, cinematográfico e emocionalmente profundo.
Desde então, Jenny Beth tem multiplicado colaborações com nomes como Idles, Gorillaz, Sextile e Bobby Gillespie, enquanto consolida também a sua carreira no cinema, com interpretações de destaque em filmes como “Paris, 13th District”, de Jacques Audiard, e “Anatomy of a Fall”, de Justine Triet — vencedor da Palma de Ouro e do Óscar de Melhor Argumento Original.
Em 2020, criou a série televisiva “ECHOES”, dedicada a dar palco a novos talentos como Wet Leg, Fontaines D.C. e Kneecap. Em 2022, regressou à estrada com os IDLES, acompanhou os Depeche Mode em digressão pela Europa e juntou-se aos Queens of the Stone Age nos Estados Unidos — experiências que reacenderam a sua energia criativa.
De volta a França, ao lado do colaborador de longa data Johnny Hostile (recém-saído da digressão com Nick Cave & Warren Ellis), começou a trabalhar no seu próximo álbum, Y”ou Heartbreaker, You” — um disco catártico, radical e vibrante, nascido da urgência, da alegria e da rebeldia. Com letras instintivas, vocais intensos e uma produção crua e libertadora, Jenny Beth promete transformar o caos em pura libertação sonora.

Directamente de Atlanta, Geórgia, o cantor e compositor Teddy Swims é uma das vozes mais poderosas e distintas da música contemporânea. Nomeado aos Grammy Awards, o artista tem conquistado o público global com a sua fusão única de R&B, soul e pop, marcada por emoção crua, ressonância soul e letras que exploram o amor, a perda e a auto-descoberta.
O ano de 2024 marcou um ponto de viragem na sua carreira, com os hits multiplatina “Lose Control” e “The Door”, retirados do álbum de estreia “I’ve Tried Everything But Therapy (Part 1)”. “Lose Control” alcançou o #1 na Billboard Hot 100, tornando-se o tema com maior longevidade na história do Hot 100 e atingindo 6x Platina, com mais de 4 mil milhões de streams. A canção liderou cinco formatos de rádio e garantiu a Teddy um lugar no prestigiado Spotify “Billions Club”.
Com mais de 12 mil milhões de streams no total, Swims consolida-se como uma das grandes vozes da sua geração. O seu sucesso estrondoso valeu-lhe uma nomeação para Melhor Artista Revelação nos Grammy 2025, além de três nomeações nos BET Awards: Best New Artist, Best Collaboration e Best Male R&B/Pop Artist. Venceu ainda prémios internacionais de grande prestígio, incluindo Best International Album e Best International Artist nos Los 40 Music Awards, Most Radio Airplay em França, e dois Billboard Music Awards por “Lose Control” (Top Hot 100 Song e Top Radio Song).
Em 2025 lançou a 2ª parte do projecto, com os singles de destaque “Bad Dreams”, “Guilty” e “Are You Even Real” (feat. GIVĒON). A jornada culminou com a edição completa, “I’ve Tried Everything But Therapy – Complete Edition”, lançada a 27 de Junho de 2025, uma colecção de 32 faixas que inclui colaborações com Muni Long, Coco Jones, GloRilla, Raiche e BigXThaPlug. Este projecto, profundamente emocional, acompanha a jornada de Teddy rumo à auto-aceitação e cura pessoal — uma exploração honesta das suas próprias feridas, transformadas em música com vulnerabilidade e esperança.

Liderados por Adam Granduciel, os The War on Drugs têm vindo a afirmar-se como um dos grandes nomes do rock do século XXI, unindo o som alternativo e o espírito clássico do rock americano. O grupo venceu o Grammy de Melhor Álbum de Rock em 2018, com “A Deeper Understanding”, e foi nomeado para um Brit como Melhor Grupo Internacional.
Ao longo da última década, a banda conquistou fãs e a crítica com os discos “Lost In The Dream” (2014) e “I Don’t Live Here Anymore” (2021), este último descrito pela Pitchfork como “um refinamento do som meticuloso e luminoso que Granduciel aperfeiçoou”.
Depois de esgotarem salas míticas como o Madison Square Garden, os The War on Drugs trazem finalmente o seu som hipnótico e expansivo ao Passeio Marítimo, prometendo tornar o momento como um dos mais emocionantes dos três dias de Festival, já que, quando estão juntos em palco, o grupo é conhecido pelas suas actuações intensas e envolventes, transformando cada encontro numa viagem sonora inesquecível.

Reconhecido pela sua escrita poética, humor afiado e melodias intensamente emotivas, Matt Berninger construiu uma das vozes mais distintas da música contemporânea com os The National. A carreira da banda conta com dez álbuns de estúdio, incluindo “First Two Pages of Frankenstein” e “Laugh Track” (ambos lançados em 2023). No final de 2024, os The National editaram o seu primeiro álbum ao vivo, “Rome”. Em conjunto com a sua esposa, Carin Besser, Berninger produziu o documentário “Mistaken for Strangers” (2013), realizado pelo seu irmão Tom. Fora do grupo, fundou em 2014 o projecto EL VY com Brent Knopf (Menomena), com quem lançou “Return to the Moon” no ano seguinte. O seu aclamado álbum a solo “Serpentine Prison” (2020), produzido pela lenda Booker T. Jones, foi seguido de “Get Sunk, álbum editado este ano.
Paralelamente à música, Berninger é também artista visual. Passou uma década como director criativo em Nova Iorque e mantém uma ligação fluida com o seu trabalho como pintor, escultor e compositor. Costuma pintar quadros de letras e títulos de canções durante o processo criativo e, antes de escrever “Pink Rabbits”, já havia criado uma enorme tela com um coelho rosa. O seu mais recente suporte artístico são bolas de beisebol, onde escreve poemas e letras sobre o couro branco e as costuras vermelhas. A sua escrita nasce do mesmo impulso artístico que guia a sua pintura — fragmentada, curiosa e profundamente humana —, num espaço poroso entre o artista, o poeta e o músico.
–
Promotora: Everything is New











Sem Comentários