• Mil Folhas
  • Música Com Cabeça
  • Cine ou Sopas
deusmelivro
Música Com Cabeça 0

As rodelas de 2015: as escolhas de Carlos Eugénio Augusto

Por Carlos Eugénio Augusto · Em 21/12/2015

#10
Sleaford Mods: “Key Markets”

Imaginemos um cruzamento entre Jello Biafra, Paul Gascoigne, spoken word, hip-hop minimalista e electrónico, hardcore, um microfone, um computador. O resultado é, mais coisa menos coisa, os britânicos Sleaford Mods, uma dupla de Notthingham composta por Jameson Williamson (voz) e pelo “maestro” Andrew Fearn (programações). Rebeldes com causa, os Sleaford Mods são, mais do que uma banda, uma expressão urbana, um grito urgente e político e um fenómeno a ter em conta. Afinal, o punk continua vivo.

#9
Sleater-Kinney: “No Cities to Love”

Navegando por sons cujas ondas remetem para marés de vagas que misturam laivos de punk com salpicos de indie rock, as Sleater-Kinney, são um trio de “meninas” originárias de Olympia, Washington, composto pelas guitarristas Corin Tucker e Carrie Brownstein, e a baterista Janet Weiss. Formaram-se em 1994, lançaram entretanto oito álbuns, mas até hoje pautaram a carreira com alguns hiatos. Voltaram novamente ao activo no ano passado e, desse regresso, resultou “No Cities to Love”, um disco carregado de energia e que descarrega dez boas vibrações em pouco mais de meia hora.

#8
Courtney Barnett: “Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”

Envolto de uma áurea de frescura e com um assumido – e cativante – olhar rock, este disco brilha como o sol de verão, uma brisa marítima fresca que dissipa um calor exagerado. As histórias são simples e “conhecidas”, a música escorreita, no tempo e proporções que queremos. Como aquelas paixões certeiras, ao primeiro olhar, o disco de estreia de Courtney Barnett é brilhante, cativante, memorável.

#7
Sufjan Stevens: “Carrie & Lowell”

Registo perfeito de memórias e histórias, eis um dos álbuns mais intimistas, bonitos e reais do ano. Stevens abre o coração e revela o homem, o menino Sufjan, o seu crescimento, as suas dores e como a vida pode ser uma súmula de experiências que navegam entre o bom e o traumatizante. O resultado é uma imensa névoa melancólica, interior e muito bonita.

#6
Joanna Newsom: “Divers”

Através do disco mais curto da sua carreira, Newsom confirma a sua genialidade através de um trabalho que faz, como poucos, uma excelente mediação entre amor, perda, tempo, vida e morte. Mais do que canções, “Divers” oferece momentos de intimidade, de uma partilha segredada entre Joanna e os (seus) ouvintes, através de palavras e sons elaborados, de pura filigrana.

#5
Viet Cong: “Viet Cong”

Imbuído de um espírito industrial, e sob a influência de texturas de uns Throbbing Gristle ou Skinny Puppy, “Viet Cong” serve de elo de ligação entre um mundo pop e um satélite sónico repleto de baterias saturadas, opressivas, e um (des)encanto desarmante – e atrofiado -, com apontamentos experimentais.

#4
Grimes: “Art Angels”

Colhido na derradeira colheita musical do ano, “Art Angels”, o quarto disco da carreira da canadiana Claire Boucher, assume-se como uma espécie de ovni propulsionado a combustíveis melódicos vários e dançáveis. O resultado são mosaicos sintéticos, experimentais, electrónicos, descaradamente pop. Mais uma excelente aposta da 4AD.

#3
Low: “Ones and Sixes”

Tal como seria de esperar de um disco dos Low, “Ones and Sixes” é uma obra emocional que funde um sentido sónico com toques de beleza, escuridão e uma tensão agridoce, nas medidas certas e com um intenso brilhantismo no mais pequeno detalhe.

#2
Ólafur Arnalds & Nils Frahm: “Collaborative Works”

São dois discos mas poderiam ser os que Arnalds e Frahm quisessem. Tal como dois génios à solta, os compositores de “Collaborative Works” trabalham com um mesmo objectivo: a catarse. Os mais de 100 minutos destas maravilhosas peças neoclássicas, nascidas de uma estreita colaboração durante quatro anos, documentam o virtuosismo da música, da sua plenitude, do seu fascinante deslumbramento. Um disco essencial, intemporal e delicado.

#1
Sun Kil Moon: “Universal Themes”

Tal como Midas, Mark Kozelek tem um toque especial, um condão que transforma em ouro qualquer pedaço de voz e guitarra e, aquilo que faz com os Sun Kill Moon, não foge à regra. “Universal Themes” é um disco completo de simples estruturas musicais e notas líricas confessionais que nos envolvem ao longo de 70 minutos. Deliciosamente indie, o sétimo tomo do agora trio é um dos discos mais bonitos que Kozelek já gravou fora do universo dos Red House Painters.

Os melhores de 2015

Carlos Eugénio Augusto

Pode Gostar de

  • MEO Kalorama, MEO Kalorama 2026, Deus Me Livro, Reportagem, Deus Me Livro, Last Tour, Last Tour Portugal, Festivais, Festivais 2026, Turnstile, Deftones, Freddie Gibbs, Clipse, Wednesday, Pelados, High Vis, Música Com Cabeça

    MEO Kalorama 2026 (30 Agosto): o amor nunca é demais

  • MEO Kalorama, MEO Kalorama 2026, Deus Me Livro, Reportagem Fotográfica, Deus Me Livro, Last Tour, Last Tour Portugal, Música Com Cabeça

    MEO Kalorama 2026: diz-me que T-shirt vestes, dir-te-ei o que ouves

  • MEO Kalorama, MEO Kalorama 2026, Deus Me Livro, Reportagem Fotográfica, Deus Me Livro, Last Tour, Last Tour Portugal, Música Com Cabeça

    MEO Kalorama 2026: se nos perdermos, procura-me no crowd surf

Sem Comentários

Deixe uma opinião Cancelar

Siga-nos aqui

Follow @Deus_Me_Livro
Follow on Instagram

Música Com Cabeça

  • MEO Kalorama, MEO Kalorama 2026, Deus Me Livro, Reportagem, Deus Me Livro, Last Tour, Last Tour Portugal, Festivais, Festivais 2026, Turnstile, Deftones, Freddie Gibbs, Clipse, Wednesday, Pelados, High Vis,

    MEO Kalorama 2026 (30 Agosto): o amor nunca é demais

    04/09/2026
  • MEO Kalorama, MEO Kalorama 2026, Deus Me Livro, Reportagem Fotográfica, Deus Me Livro, Last Tour, Last Tour Portugal,

    MEO Kalorama 2026: diz-me que T-shirt vestes, dir-te-ei o que ouves

    04/09/2026
  • MEO Kalorama, MEO Kalorama 2026, Deus Me Livro, Reportagem Fotográfica, Deus Me Livro, Last Tour, Last Tour Portugal,

    MEO Kalorama 2026: se nos perdermos, procura-me no crowd surf

    04/09/2026
  • MEO Kalorama 2026: ver para além do que a Bela Vista alcança

    03/09/2026
  • MEO Kalorama, MEO Kalorama 2026, Deus Me Livro, Reportagem, Festival, Festivais, Festivais 2026, Wyclef Jean, Zion Marley, YG Marley, Vince Staples, Criolo, Amaro & Dino, Bruno Pernadas,

    MEO Kalorama (29 Agosto): Where’s Lauryn?

    03/09/2026
Acha o Deus Me Livro diferente? CLIQUE AQUI.

Archives

  • September 2026
  • August 2026
  • July 2026
  • June 2026
  • May 2026
  • April 2026
  • March 2026
  • February 2026
  • January 2026
  • December 2025
  • November 2025
  • October 2025
  • September 2025
  • August 2025
  • July 2025
  • June 2025
  • May 2025
  • April 2025
  • March 2025
  • February 2025
  • January 2025
  • December 2024
  • November 2024
  • October 2024
  • September 2024
  • August 2024
  • July 2024
  • June 2024
  • May 2024
  • April 2024
  • March 2024
  • February 2024
  • January 2024
  • December 2023
  • November 2023
  • October 2023
  • September 2023
  • August 2023
  • July 2023
  • June 2023
  • May 2023
  • April 2023
  • March 2023
  • February 2023
  • January 2023
  • December 2022
  • November 2022
  • October 2022
  • September 2022
  • August 2022
  • July 2022
  • June 2022
  • May 2022
  • April 2022
  • March 2022
  • February 2022
  • January 2022
  • December 2021
  • November 2021
  • October 2021
  • September 2021
  • August 2021
  • July 2021
  • June 2021
  • May 2021
  • April 2021
  • March 2021
  • February 2021
  • January 2021
  • December 2020
  • November 2020
  • October 2020
  • September 2020
  • August 2020
  • July 2020
  • June 2020
  • May 2020
  • April 2020
  • March 2020
  • February 2020
  • January 2020
  • December 2019
  • November 2019
  • October 2019
  • September 2019
  • August 2019
  • July 2019
  • June 2019
  • May 2019
  • April 2019
  • March 2019
  • February 2019
  • January 2019
  • December 2018
  • November 2018
  • October 2018
  • September 2018
  • August 2018
  • July 2018
  • June 2018
  • May 2018
  • April 2018
  • March 2018
  • February 2018
  • January 2018
  • December 2017
  • November 2017
  • October 2017
  • September 2017
  • August 2017
  • July 2017
  • June 2017
  • May 2017
  • April 2017
  • March 2017
  • February 2017
  • January 2017
  • December 2016
  • November 2016
  • October 2016
  • September 2016
  • August 2016
  • July 2016
  • June 2016
  • May 2016
  • April 2016
  • March 2016
  • February 2016
  • January 2016
  • December 2015
  • November 2015
  • October 2015
  • September 2015
  • August 2015
  • July 2015
  • June 2015
  • May 2015
  • April 2015
  • March 2015
  • February 2015
  • January 2015
  • December 2014
  • November 2014
  • October 2014
  • September 2014
  • August 2014
  • July 2014
  • Contacto