Os norte-americanos Tortoise, banda de culto que contribuiu fortemente para a expansão do pós-rock a nível global e considerada uma das bandas mais influentes dos últimos 30 anos, estão de regresso a Portugal em 2026 para dois concertos: 19 Abril, Theatro Circo, Braga; 20 Abril, Culturgest, Lisboa.
Os concertos estão integrados na digressão de apresentação do novo álbum, “Touch”, que será lançado a 24 de Outubro, do qual são conhecidos, até agora, dois singles: “Oganesson” e “Layered Presence”. Os bilhetes para o concerto de Lisboa (35€) já estão à venda, e para o concerto de Braga (20€) podem ser reservados.
Como um cometa, os Tortoise deixaram um rasto luminoso após o impacto da sua chegada, no início dos anos 90 do século XX. Do firmamento do rock de Chicago para o mundo, contribuíram de forma decisiva para a expansão do pós-rock, género musical que juntou o formalismo das bandas de guitarra à nova eletrónica, temperado subtilmente pelo krautrock alemão dos anos 1970.
Ao longo de três décadas de actividade, foram tecendo uma discografia visionária, sempre um passo à frente do seu tempo. “Touch” é a primeira obra em quase uma década e assinala a mudança para a editora International Anthem. Em palco, cinco músicos excecionais demonstram como a sua música é feita de energia humana e magnetismo real. Os Tortoise são inequivocamente uma das bandas com um percurso influente nas últimas décadas, e é a dança-instrumentista dos seus concertos que continua a afirmar um legado imbatível.
Lançando apenas sete álbuns desde 1990 – incluindo clássicos como “Millions Now Living Will Never Die”, de 1996, “TNT”, de 1998, ou “Standards”, de 2001 – os Tortoise evoluíram de forma constante e intuitiva, criando música sem género que é tão intemporal como vanguardista.
O novo álbum, “Touch”, segue-se a “The Catastrophist”, editado em 2016. Dia 24 de Outubro está disponível em LP, CD e download digital (e em streaming a partir de 11 de Novembro), editado pela International Anthem e Nonesuch Records. O mais recente single de avanço, lançado este mês – “Layered Presence” – é um exercício de tensão que combina uma pulsação temperamental com um tema melódico sonoro e inquisitivo. Em Março, os Tortoise já tinham lançado “Oganesson” – “uma melodia funk 7/4 com um ambiente de filme de espionagem” (segundo o New York Times).
Após quase 10 anos de ausência, a banda volta à Europa. Segundo a Rolling Stone, os Tortoise são “fenomenais ao vivo” e a Pitchfork refere que as actuações da banda revelam que “no fundo, são uma banda extremamente divertida, aberta a todo o tipo de possibilidades sónicas”.











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