Eis-nos chegados “Macho-Alfa (Parte 3 de 4)” (A Seita, 2024), cabendo ao quase anónimo Sr. Ferreira prescrever a receita para um herói atormentado: “A última coisa que o David precisa agora é de mais mediatismo”. Até o próprio psiquiatra parece estar confiante em dias melhores para Macho-Alfa, mesmo que tenha sido preciso gastar vários tinteiros em linhas demasiado tortas: “Só é pena que tenhamos de ter chegado ao ponto em que foi preciso aniquilares um país, mesmo que pequeno, para aceitares tentar mudar”.

David – ou Macho-Alfa – vive em modo de contenção, num auto-controlo imposto que, por enquanto, parece estar controlado. As saudades das Nações Unidas começam a bater e, quanto à ex-namorada Raquel, está nem aí e, mesmo que David pareça pronto para a mudança, esta não parece acreditar em segundas – ou serão terceiras? – oportunidades.

Filipe Duarte Pina e Osvaldo Medina servem-nos neste terceiro volume um bom twist narrativo, que envolve uma rede clandestina de merchandising, cadeias de fast food e um universo de entretenimento, escancarando a porta para um quarto volume onde Macho-Alfa terá de renascer – tal como Batman o fez na sua caverna com a ajuda da morcegada.











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