“One Piece 8: Hope!” (Devir, 2025) é mais uma edição tripla da mais alucinada e fantástica caça ao tesouro, reunindo os volumes 22, 23 e 24 de One Piece, a série escrita, desenhada e sonhada por Eiichiro Oda, que permanece até hoje como a mais vendida de todos os tempos.
“Hope!” acompanha a contagem decrescente para o bombardeamento da praça em frente do palácio de Alabasta. Enquanto um guarda real se sacrifica em nome de um bem maior, Zoro se esvai em sangue após uma vitória decidida ao photo finish e Koza e Vivi tentam parar a rebelião, Luffy – ou “homem-palha”, segundo Mr. Cobra – desperta de (mais um) grande sono e parece chegar com tudo, já devidamente hidratado e bem alimentado, parecendo conhecer o segredo que faz de Cobra um dos lutadores mais temidos – e invencíveis – do circuito.

Em “A Aventura da Vivi”, depois da bonança que sucede à tempestade, o Estado recusa divulgar que quem salvou Alabasta foram os piratas, subindo mesmo a recompensa pela sua captura enquanto arranjam uma condecoração fantasma. O tempo é agora de reconstrução, e de Luffy encher o estômago depois de 3 dias de sorna. Igaram quer que o rei de Alabasta não agradeça à piratagem, mas este oferece uma resposta curiosa ao nível das melhores fábulas: “A posição social existe e requer que esteja trajado a rigor, mas aqui no banho… o rei está nu!”. É tempo de deixar Alabasta para trás e prosseguir a caça ao grande tesouro, mas todos os portos estão bloqueados por 30 navios da marinha.

“O Sonho” promove mais um membro à tripulação do Going Merry, uma infiltrada com muita conversa e espírito de observação que, tal como toda a tripulação, assiste à estranha visão de galeões a cairem do céu, o que reaviva o mito da existência de Skypiea, uma ilha flutuante suspensa sobre o mundo. Para tentarem lá chegar, e uma vez que o Log Pose – o GPS pirata – parece estar nas últimas, visitam uma cidade a oeste da misteriosa Jaya, “um lugar sem controlo do governo onde se reúnem pessoas caóticas, bandidos sem sonhos. Uma cidade onde as pessoas se magoam, cantam e riem”, que parece dominada por Bellamy e o seu gangue, que recusam acreditar que o sonho comanda a vida e querem uma nova era para os piratas – bastante mais liberal e sem a utopia de tesouros escondidos.
Em destaque está também Shoujo, o rei dos exploradores do fundo do mar, que não vê um pente, uma tesoura ou uma máquina de cortar cabelo há 25 anos, e que exige um pagamento para que o Going Merry prossiga a sua passagem. O objectivo é chegar junto de Mont Blanc Cricket, que dizem ter sido expulso de Jaya por falar constantemente do seu sonho. A caça ao tesouro prossegue no volume 9, “O Homem dos 100 Milhões”, já disponível nas livrarias.











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