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Benjamin Clementine, Vodafone Mexefest
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Vodafone Mexefest começa a compor-se

Por Pedro Miguel Silva · Em 22/09/2015

São já muitas as confirmações avançadas pelo Vodafone Mexefest desde que, por aqui, fomos de férias. O Deus Me Livro apresenta de seguida os artistas e bandas que se vão juntar a Akua Naru, Ariel Pink, Patrick Watson, Titus Andronicus, Ducktails e Anna B. Savage.

Depois de uma recente passagem por Portugal na última edição do SBSR, Benjamin Clementine está de regresso para um concerto que tem tudo para correr ainda melhor: os lugares em pé e o palco plantado debaixo de uma pala serão agora trocados pelo conforto e intimidade de uma sala – o São Jorge seria o cenário perfeito.

A história de Benjamin é uma daquelas mais do que prováveis tragédias que, afinal, escondiam improváveis finais felizes. Antes de completar duas décadas de existência terrena, Benjamin andou pelas ruas de Paris, onde sem um tostão furado viveu sem abrigo tocando como forma de sobrevivência. De regresso à Britânia acabou por viver a sua epifania no programa Later… with Jools Holland onde, sem qualquer contrato discográfico assinado, tocou “Cornerstone”, tema incluído no seu EP de estreia. A partir de então tem-se cumprido a história nada ficcionada de uma Bela Adormecida, com concertos em todo o globo e um disco de estreia – “At Least For Now” – que é uma das mais preciosas rodelas que o mundo musical nos ofereceu nos últimos anos: soul, pop, mas sobretudo um estilo muito pessoal de cantar o mundo, a desolação e a experiência individual do que é a existência humana. Imperdível.

Os Villagers são o projecto saído da imaginação de Conor O`Brien, um multi-instrumentista irlandês. A banda viu os seus dois primeiros discos nomeados para vários Mercury Prize, aterrando em Portugal para apresentar o seu mais recente trabalho, intitulado “Darling Arithmetic”, onde os grandes arranjos cedem lugar a uma intimidade vivida algures entre a pop e a folk.

Selma Uamusse, nascida em Moçambique e com Portugal na alma, tem colaborado com nomes de diferentes géneros musicais – Rodrigo Leão, Nu Jazz Ensemble ou WrayGunn -, demonstrando toda a versatilidade da sua voz. A passagem pelo Mexefest decorre enquanto a cantora prepara o lançamento do seu disco de estreia, que juntará os sons africanos à electrónica, ao psicadelismo e a outros registos.

Do tradicional Bloco Olodum aos muitos blocos de Carnaval, a palavra Bloco sempre teve forte presença no léxico da música brasileira, significando normalmente conjunto, ritmo, melodia, força e muita musicalidade. O Mexefest apresenta o seu próprio Bloco, formado pelo que de mais relevante a música brasileira apresentou na área da eletrónica dos últimos tempos: a missão enérgica da turma dos Tropkillaz, o “batuk freak” e a presença única da MCKarol Conka, e a qualidade estética das canções de Mahmundi.

Tropkillaz são um duo formado por 2 DJs de topo no Brasil. DJ Zegon é um produtor com mais de 20 anos de carreira e que já colaborou com artistas como Kanye West, M.I.A. ou David Byrne. Loudz tem uma carreira mais curta mas trabalhou já com os principais MCs brasileiros e nomes como os de Snoop Dog ou Dr. Dre. Juntos apresentam uma combinação explosiva com sonoridades latinas, electro e hip hop.

Karol Conka encontrou em Nave, produtor de nomes como Marcelo D2 ou Emicida, o parceiro ideal para um rap com sonoridade universal, aliando batidas pesadas a timbres orgânicos. Tem sido aclamada pela crítica internacional, do The Guardian à Billboard passando pela Rolling Stone e até a BBC1, onde foi a primeira artista a fazer um live lounge numa língua que não o inglês.

Mahmundi é Marcela Vale. Em 2012 lançou o EP ‘Efeito das Cores’ e foi, desde logo, destaque nos principais meios brasileiros. Abençoada por uma escola musical liderada por Rita Lee e Marina Lima, todo o disco parece ser tirado do auge dos anos 80, época que influencia grande parte do seu trabalho.

Os Do Amor são quatro rapazes cariocas que, para além do projeto que agora abraçam com mais vigor, têm vindo a tocar com artistas como Caetano Veloso, Banda do Mar, Rodrigo Amarante ou Thais Gulin, entre outros. Com dois discos em carteira – o último chamado “Piracema” -, fundem o rock com a música baiana e estilos pouco conhecidos, mas muito latinos como a cumbia, baião, lambada ou carimbo.

Os Chairlift são liderados por Caroline Polachek e a ela junta-se Patrick Wimberly. De Brooklyn, representam no mundo indie com muito de eletrónica e de synth-pop. Com uma música feita de charme, ritmos dançáveis e viciantes, vêm ao Vodafone Mexefest apresentar os seus dois longas-duração – “Does You Inspire You” e “Something” – e alguns dos temas de um novo disco que será lançado ainda este ano.

De Portugal, os They’re Heading West tecem uma folk de se lhes tirar o chapéu. Constituídos por Mariana Ricardo (Minta & The Brook Trout, Silence is a Boy, Domingo no Quarto), Sérgio Nascimento (Deolinda, Sérgio Godinho, Humanos), Francisca Cortesão (Minta & The Brook Trout) e João Correia (Tape Junk e Julie & The Carjackers), fizeram duas digressões na América no Norte, para além dos muitos concertos dados em Portugal. O disco de estreia sai em Outubro e conta com convidados de luxo: Ana Bacalhau, Capicua, Frankie Chavez, JP Simões, Peixe, Bruno Pernadas, Nuno Prata, Luísa Sobral, Samuel Úria e You Can’t Win, Charlie Brown. Promete ser um dos grandes concertos da edição deste ano do Mexefest.

Os Bully chegam de Nashville, mas estão longe de ser adeptos do country. Quarteto liderado pelo génio de Alicia Bognanno, revê-se no rock dos anos 90 de nomes como Dinossaur Jr., The Breeders ou Liz Phair, reinventando-o para os nossos dias. O quarteto traz o álbum de estreia editado em junho, “Feels Like”.

Georgia é Georgia Barnes, uma jovem música que produz, compõe e toca mil instrumentos. O seu talento materializou-se em agosto passado no título homónimo de estreia, onde a pop impera e reina sobre outros estilos como dub, ragga, grime ou punk.

De Madrid chegam os The Parrots. Com edições em formatos EP, têm conquistado palcos pela Europa, apresentando um frenético som garage e surf-rock. Os concertos do trio são explosivos de vibração e absolutamente contagiantes.

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O bilhete único para os dois dias do festival está já à venda nos locais habituais, a 40€ até ao dia 30 de setembro, passando a 45€ a partir de 1 de outubro e a 50€ nos dias do Festival.

Já disponível na App Store e Google Play está também a app do Vodafone Mexefest. Os clientes Vodafone podem adquirir o bilhete único do festival com 5€ de desconto.

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Pedro Miguel Silva

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